Me deparei com um belo texto reflexivo:
Ouça, apenas ouça
Pode parecer simples, mas ouvir de verdade, prestando atenção no que o outro está falando, não é nada fácil. Esse exercício, aliás, nos torna mais abertos e atentos para viver o agora.
Leia-o na íntegra: http://vidasimples.abril.com.br/temas/ouca-apenas-ouca-749211.shtml
Tenho feito esse exercício de aprender a ouvir no meu treinamento para o voluntariado e realmente é algo muito difícil. Estamos tão acostumados a falar sem parar, a dar palpite sem ser solicitado, temos a solução imediata antes mesmo de nos inteirarmos do asunto e do sentimento ali envolvido.
Medimos a dor do outro com a nossa medida e nos esquecemos de que cada ser é único, a sensibilidade, os afetos e os sentimentos são exclusivos, portanto, não temos o direito de balizar nada sob a nossa ótica perceptiva, não somos donos da verdade absoluta, não temos todas as respostas, nem para os nossos próprios problemas quiçá para o do outro.
E de verdade, a única coisa que o outro quer é ser ouvido, é falar o que lhe incomoda, aflige, entristece ou seja lá o que se passa internamente. Em situações de angústia, de perda, de dor, o ato de reverberar traz o alívio que tanto precisa, cada um é responsável por si próprio, por suas escolhas, consequentemente por seus “frutos”, às vezes maravilhosos e cobiçados em outros totalmente estragados e sem utilidade, caberá a cada um saber como lidar com essas situações e que atitudes tomar.
Porém, seja em que momento for, mas nos mais inconstantes emocionalmente, um ombro amigo, um ouvido que escuta e uma mão que faz cafuné, são essencias para nos fazer se sentir acolhido e assim o coração se acalma, a paz chega, o sorriso suprime o choro e enfim nos sentimos renovados para mais uma vez seguir em frente nessa vida que tanto judia, mas também ensina e na qual a gente insiste em ficar.
By Velufreitas
