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sábado, 19 de julho de 2014

O Amor

O coração é imprevisível e traiçoeiro
Sem mesmo querer, já estou amando
Com o coração radiante perante alguém;
É uma sensação estranha que me envolveu,
Às vezes perco o juízo, outras fico muda.
Tudo para mim apaixonada é lindo!
Não tem defeitos, não é feio nem bonito,
Ele é apenas o mais lindo dos mortais,
É aquele que tocou de leve a minha sensibilidade,
E que me fez despertar a emoção adormecida,
É o homem dos meus sonhos de Mulher.
O amor apareceu e me fez feliz...
O amor surgiu quando eu estava só,
E conseguiu dominar o meu sentimento
Que há tanto tempo não acontecia.
Sim, é o amor que trouxe novamente
O sorriso nos lábios meus.
Foi o amor que me transformou em gente.
Pois, somente com ele pude me ver
Sem espelho e sim realmente.

By Velufreitas
Poema escrito em 26 de junho de 1986

PS: O texto apresentado é um resgate dos escritos da minha época de adolescência nos anos 80, os publiquei sem retoques e correções, algumas colocações e contextos não condizem com o meu pensamento da atualidade, são conceitos, situações, modo de pensar e agir que com o passar dos anos eu adquiri outra visão, me moldei à evolução da sociedade, criei as minhas referências, enfim, evolui no pensamento e como ser humano.

domingo, 4 de maio de 2014

Sabedoria Infantil


Eu e a minha neta viajamos no fim de semana e tivemos muito tempo para conversar e brincar. E ela me encantou em duas conversas que tivemos:
Primeira conversa: Ao embarcarmos no ônibus para voltar, organizamos nossa bagagem, peguei uma mantinha para nos aquecermos, poltrona reclinada para ficar mais confortável, durante essa operação ela me disse: Vamos fazer de conta que vamos viajar de avião e que estamos indo para o Rio de Janeiro (dois dos sonhos dela)? Eu disse que tudo bem e faríamos uma boa viagem. Assim que começou a viagem ela começou a dar os comandos e avisar quando seria a decolagem, em meio a essa alegria dela, me olhou bem e disse: Vovó é tão interessante a nossa imaginação, podemos fazer coisas que se parecem de verdade. Eu adoro imaginar! E fiquei a pensar no por quê que perdemos essa capacidade ao longo da vida.
Segunda conversa: Depois de tanto inventar brincadeiras e discutir tantos assuntos, ela me perguntou do que poderíamos brincar. Como ela gosta muito de perguntas e respostas, de faz de conta, propus que falássemos de como a gente vê o sentimento (essa atividade fiz no treinamento do voluntariado e gostei muito da dinâmica, já que no geral não tratamos muito desse assunto e eu achei que isso é importante para a formação de uma criança) e democraticamente escolhemos do que falaríamos: tristeza, amor e raiva, ao ser feita essa escolha ela em seus 6 anos me olhou bem e disse: Vovó fala você sobre a raiva, pois esse é um sentimento que eu nunca tive, então eu não sei como é. Confesso, que nesse momento o coração bateu em disparada, enternecido e envergonhado, afinal, que sentimento é esse que aprendemos ao longo da vida e que muitas vezes nos consome, nos destrói e nos corrompe? Quando eu me preparei para falar extremamente emocionada e constrangida por eu saber tão bem que sentimento é esse. Ela resolveu fazer uma colocação: Ah, vovó, de verdade mesmo eu senti raiva uma vez, eu ouvi o apito do picolezeiro e corri lá para a calçada para poder comprar o picolé, só que ele não virou na nossa rua e naquela hora eu fiquei com raiva, pois, eu queria muito um picolé. Só me restou dar um forte abraço nela e um beijo e eis que ela me olha e me pegunta: Mas então vovó, como é a raiva para você? E não me houve opção a não ser expor o que era esse sentimento para mim, embora minha vontade fosse abrir um buraco e me enfiar dentro, afinal, tive que ser franca e ai quem dera se a minha raiva fosse aquele bico pela mudança de itinerário do vendedor de picolés.
Depois dessa demonstração de pureza e inocência vou rever todos os meus sentimentos, sei que como ser humano estamos sujeitos a ter todos os tipos de sentimentos, dos mais nobres aos mais miseráveis, isso não tem nada de errado e nem devemos tentar ocultar, porém a intensidade com que eles são vivenciados e externados, isto sim é que se deve levar em consideração.

By Velufreitas

domingo, 6 de abril de 2014

Amor

"E de tanto de me amar com lisura

Nesse cuidado com o meu coração

Te amarei comedida e com muita doçura

Proporcionando a nós viver grande emoção"

By Velufreitas

flor

quinta-feira, 20 de março de 2014

Aprender a ouvir

Me deparei com um belo texto reflexivo:

Ouça, apenas ouça

Pode parecer simples, mas ouvir de verdade, prestando atenção no que o outro está falando, não é nada fácil. Esse exercício, aliás, nos torna mais abertos e atentos para viver o agora.

Leia-o na íntegra: http://vidasimples.abril.com.br/temas/ouca-apenas-ouca-749211.shtml

Tenho feito esse exercício de aprender a ouvir no meu treinamento para o voluntariado e realmente é algo muito difícil. Estamos tão acostumados a falar sem parar, a dar palpite sem ser solicitado, temos a solução imediata antes mesmo de nos inteirarmos do asunto e do sentimento ali envolvido.

Medimos a dor do outro com a nossa medida e nos esquecemos de que cada ser é único, a sensibilidade, os afetos e os sentimentos são exclusivos, portanto, não temos o direito de balizar nada sob a nossa ótica perceptiva, não somos donos da verdade absoluta, não temos todas as respostas, nem para os nossos próprios problemas quiçá para o do outro.

E de verdade, a única coisa que o outro quer é ser ouvido, é falar o que lhe incomoda, aflige, entristece ou seja lá o que se passa internamente. Em situações de angústia, de perda, de dor,  o ato de reverberar traz o alívio que tanto precisa, cada um é responsável por si próprio, por suas escolhas, consequentemente por seus “frutos”, às vezes maravilhosos e cobiçados em outros totalmente estragados e sem utilidade, caberá a cada um saber como lidar com essas situações e que atitudes tomar.

Porém, seja em que momento for, mas nos mais inconstantes emocionalmente, um ombro amigo, um ouvido que escuta e uma mão que faz cafuné, são essencias para nos fazer se sentir acolhido e assim o coração se acalma, a paz chega, o sorriso suprime o choro e enfim nos sentimos renovados para mais uma vez seguir em frente nessa vida que tanto judia, mas também ensina e na qual a gente insiste em ficar.

By Velufreitas

 

domingo, 16 de março de 2014

Meu presente eterno

Me apaixonei pelas letras lá pelos 4, 5 anos. E só fui alfabetizada aos 7 anos.
Lia somente as imagens, devorava as páginas com a minha contação de histórias e sabendo disso o meu querido avô Sebastião Veríssimo, me presenteou com uma revistinha que eu amei, li e reli milhões de vezes.
Pouco tempo depois, um ano, ele veio a falecer e guardo até hoje o gibi e toda vez que o folheio é uma emoção sem palavras, é um grande tesouro para mim, tenho vivo em minha lembrança a sua imagem, o seu afeto, o seu carinho.
É essa a beleza de se dar um presente, tornar-se eterno.

By Velufreitas
Texto escrito em 12 de abril de 2012 com adaptações na data da postagem.

gibi
 
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