sábado, 19 de julho de 2014

Meu Homem

Homem, você para mim é importante
Com você eu me transformo
Torno-me mais Mulher.

Homem, toca-me de leve
Para não me assustar
Pois, sou frágil.

Homem, acalma-me
Estou nervosa...
É a minha primeira vez!

Homem, diga-me
Palavras confortantes
Preciso ouvi-las.

Homem, agarra-me
Com seus braços fortes
Pois, sou toda sua.

Homem, beija-me
Bem molhado
Isso me satisfaz.

Homem, ama-me na relva,
No anoitecer, na aurora,
Em qualquer lugar
Sem preconceitos.

Homem...
Satisfaça-me
Estou em pleno clímax
...Orgasmo

Homem, perdoa-me
Pois, sou humana
De carne fraca.

Homem...
Você me possuiu.

Meu Homem
Eu te amo!

By Velufreitas
Poema escrito em 23 de novembro de 1986, após eu fazer a minha primeira entrega do corpo.
PS: O texto apresentado é um resgate dos escritos da minha época de adolescência nos anos 80, os publiquei sem retoques e correções, algumas colocações e contextos não condizem com o meu pensamento da atualidade, são conceitos, situações, modo de pensar e agir que com o passar dos anos eu adquiri outra visão, me moldei à evolução da sociedade, criei as minhas referências, enfim, evolui no pensamento e como ser humano.

O Amor

O coração é imprevisível e traiçoeiro
Sem mesmo querer, já estou amando
Com o coração radiante perante alguém;
É uma sensação estranha que me envolveu,
Às vezes perco o juízo, outras fico muda.
Tudo para mim apaixonada é lindo!
Não tem defeitos, não é feio nem bonito,
Ele é apenas o mais lindo dos mortais,
É aquele que tocou de leve a minha sensibilidade,
E que me fez despertar a emoção adormecida,
É o homem dos meus sonhos de Mulher.
O amor apareceu e me fez feliz...
O amor surgiu quando eu estava só,
E conseguiu dominar o meu sentimento
Que há tanto tempo não acontecia.
Sim, é o amor que trouxe novamente
O sorriso nos lábios meus.
Foi o amor que me transformou em gente.
Pois, somente com ele pude me ver
Sem espelho e sim realmente.

By Velufreitas
Poema escrito em 26 de junho de 1986

PS: O texto apresentado é um resgate dos escritos da minha época de adolescência nos anos 80, os publiquei sem retoques e correções, algumas colocações e contextos não condizem com o meu pensamento da atualidade, são conceitos, situações, modo de pensar e agir que com o passar dos anos eu adquiri outra visão, me moldei à evolução da sociedade, criei as minhas referências, enfim, evolui no pensamento e como ser humano.

domingo, 4 de maio de 2014

Sabedoria Infantil


Eu e a minha neta viajamos no fim de semana e tivemos muito tempo para conversar e brincar. E ela me encantou em duas conversas que tivemos:
Primeira conversa: Ao embarcarmos no ônibus para voltar, organizamos nossa bagagem, peguei uma mantinha para nos aquecermos, poltrona reclinada para ficar mais confortável, durante essa operação ela me disse: Vamos fazer de conta que vamos viajar de avião e que estamos indo para o Rio de Janeiro (dois dos sonhos dela)? Eu disse que tudo bem e faríamos uma boa viagem. Assim que começou a viagem ela começou a dar os comandos e avisar quando seria a decolagem, em meio a essa alegria dela, me olhou bem e disse: Vovó é tão interessante a nossa imaginação, podemos fazer coisas que se parecem de verdade. Eu adoro imaginar! E fiquei a pensar no por quê que perdemos essa capacidade ao longo da vida.
Segunda conversa: Depois de tanto inventar brincadeiras e discutir tantos assuntos, ela me perguntou do que poderíamos brincar. Como ela gosta muito de perguntas e respostas, de faz de conta, propus que falássemos de como a gente vê o sentimento (essa atividade fiz no treinamento do voluntariado e gostei muito da dinâmica, já que no geral não tratamos muito desse assunto e eu achei que isso é importante para a formação de uma criança) e democraticamente escolhemos do que falaríamos: tristeza, amor e raiva, ao ser feita essa escolha ela em seus 6 anos me olhou bem e disse: Vovó fala você sobre a raiva, pois esse é um sentimento que eu nunca tive, então eu não sei como é. Confesso, que nesse momento o coração bateu em disparada, enternecido e envergonhado, afinal, que sentimento é esse que aprendemos ao longo da vida e que muitas vezes nos consome, nos destrói e nos corrompe? Quando eu me preparei para falar extremamente emocionada e constrangida por eu saber tão bem que sentimento é esse. Ela resolveu fazer uma colocação: Ah, vovó, de verdade mesmo eu senti raiva uma vez, eu ouvi o apito do picolezeiro e corri lá para a calçada para poder comprar o picolé, só que ele não virou na nossa rua e naquela hora eu fiquei com raiva, pois, eu queria muito um picolé. Só me restou dar um forte abraço nela e um beijo e eis que ela me olha e me pegunta: Mas então vovó, como é a raiva para você? E não me houve opção a não ser expor o que era esse sentimento para mim, embora minha vontade fosse abrir um buraco e me enfiar dentro, afinal, tive que ser franca e ai quem dera se a minha raiva fosse aquele bico pela mudança de itinerário do vendedor de picolés.
Depois dessa demonstração de pureza e inocência vou rever todos os meus sentimentos, sei que como ser humano estamos sujeitos a ter todos os tipos de sentimentos, dos mais nobres aos mais miseráveis, isso não tem nada de errado e nem devemos tentar ocultar, porém a intensidade com que eles são vivenciados e externados, isto sim é que se deve levar em consideração.

By Velufreitas

domingo, 6 de abril de 2014

Gula

A cozinha é o lugar da casa que acolhe, que aquece, que sacia a fome física e da alma.
Imagine aliado a esse prazer esteja o ingrediente aromático, saboroso e rei absoluto do pecado da gula?
Ah, maravilhoso chocolate, sempre a me fazer pecar pelo excesso. Por você eu me rendo e me declaro confessa de meus delitos, de minha insanidade, de minha fraqueza e de meu despudorado desejo por ti.

By Velufreitas

Amor

"E de tanto de me amar com lisura

Nesse cuidado com o meu coração

Te amarei comedida e com muita doçura

Proporcionando a nós viver grande emoção"

By Velufreitas

flor

domingo, 30 de março de 2014

Reflita

Mensagem que ganhei (28 de abril de 2013) de uma estátua viva lá no Bairro da Liberdade. Muito pertinente.

Insônia

E na calada da madrugada

Nem todo escuro é preto

Nem todo gato é pardo

Nem todo som é grito

Nem todo sono é de olhos fechados.

By Velufreitas

Texto escrito no dia 9 de maio de 2013

quinta-feira, 20 de março de 2014

Aprender a ouvir

Me deparei com um belo texto reflexivo:

Ouça, apenas ouça

Pode parecer simples, mas ouvir de verdade, prestando atenção no que o outro está falando, não é nada fácil. Esse exercício, aliás, nos torna mais abertos e atentos para viver o agora.

Leia-o na íntegra: http://vidasimples.abril.com.br/temas/ouca-apenas-ouca-749211.shtml

Tenho feito esse exercício de aprender a ouvir no meu treinamento para o voluntariado e realmente é algo muito difícil. Estamos tão acostumados a falar sem parar, a dar palpite sem ser solicitado, temos a solução imediata antes mesmo de nos inteirarmos do asunto e do sentimento ali envolvido.

Medimos a dor do outro com a nossa medida e nos esquecemos de que cada ser é único, a sensibilidade, os afetos e os sentimentos são exclusivos, portanto, não temos o direito de balizar nada sob a nossa ótica perceptiva, não somos donos da verdade absoluta, não temos todas as respostas, nem para os nossos próprios problemas quiçá para o do outro.

E de verdade, a única coisa que o outro quer é ser ouvido, é falar o que lhe incomoda, aflige, entristece ou seja lá o que se passa internamente. Em situações de angústia, de perda, de dor,  o ato de reverberar traz o alívio que tanto precisa, cada um é responsável por si próprio, por suas escolhas, consequentemente por seus “frutos”, às vezes maravilhosos e cobiçados em outros totalmente estragados e sem utilidade, caberá a cada um saber como lidar com essas situações e que atitudes tomar.

Porém, seja em que momento for, mas nos mais inconstantes emocionalmente, um ombro amigo, um ouvido que escuta e uma mão que faz cafuné, são essencias para nos fazer se sentir acolhido e assim o coração se acalma, a paz chega, o sorriso suprime o choro e enfim nos sentimos renovados para mais uma vez seguir em frente nessa vida que tanto judia, mas também ensina e na qual a gente insiste em ficar.

By Velufreitas

 

domingo, 16 de março de 2014

Viver

Rabisque, rascunhe, arranhe, remende, cole
Se jogue na vida, na mesa, na cama, na sarjeta
Aproveite o momento, a fome, a luxúria, a miséria
Se nada der certo ao menos você viveu

By Velufreitas
Texto escrito no dia 10 de abril de 2010 com adaptações no dia da postagem.




Vibrante

Vibrante são as cores que me envolvem 
E fazem a minha vida ser mais intensa.

By Velufreitas
Texto escrito no dia 10 de abril de 2012



Apimente-se

Apimente cada segundo da sua vida dê mais sabor para os seus momentos.

By Velufreitas
Texto escrito no dia 9 de abril de 2012

Sustentabilidade

Sustentabilidade em tempos modernos fazendo bom uso dentro de casa: vidros de geleia viram porta retratos, frascos de perfumes viram vasos, garrafas de azeite viram porta pulseiras, latas se transformam em porta bijus, cúpula do abajur é renovada com guardanapo estampado.

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

By Velufreitas
Texto escrito no dia 12 de abril de 2012

Amar as pessoas

Amar as pessoas como elas são.
Aproveitar o que tem a nos oferecer e viver cada dia com paixão e intensidade, não deixando a página em branco...

By Velufreitas
Texto escrito em 12 de novembro de 2009

Parei de fumar

Parei de fumar depois de 26 anos de vício.
Busquei ajuda médica e medicamentosa e contei com o apoio de pessoas próximas que me suportaram no período inicial de abstinência.

Muito obrigada! 

By Velufreitas
Texto escrito no dia 27 de julho de 2010


Não tem preço

Algumas coisas na vida são ímpares, memoráveis, prazerosas e jamais sairão daquele cantinho especial de nossa lembrança e não há dinheiro algum que pague o bem que fez para nossa alma nos tornando pessoas mais felizes e forte para enfrentar as asperezas do dia-a-dia.
Permita-se viver e apreciar cada momento.

By velufreitas
Não tem preço... (51 fotos)

Escudo

Meu escudo verde e florido
Em meio ao concreto que
Me cerceia, me protege, me camufla e me enfeita.

By Velufreitas
Texto escrito no dia 23 de setembro de 2013

Meu presente eterno

Me apaixonei pelas letras lá pelos 4, 5 anos. E só fui alfabetizada aos 7 anos.
Lia somente as imagens, devorava as páginas com a minha contação de histórias e sabendo disso o meu querido avô Sebastião Veríssimo, me presenteou com uma revistinha que eu amei, li e reli milhões de vezes.
Pouco tempo depois, um ano, ele veio a falecer e guardo até hoje o gibi e toda vez que o folheio é uma emoção sem palavras, é um grande tesouro para mim, tenho vivo em minha lembrança a sua imagem, o seu afeto, o seu carinho.
É essa a beleza de se dar um presente, tornar-se eterno.

By Velufreitas
Texto escrito em 12 de abril de 2012 com adaptações na data da postagem.

gibi

Quituteira

Me lembrei de anos atrás quando eu fazia bolachinha de nata. Acreditem, tínhamos freguesia de leite, o leiteiro vinha de carroça entregar em casa. Depois que inventaram o saquinho e posteriormente a caixinha, acabou com a minha vocação de quituteira... E confesso que adoro tomar aquele leite com nata. Será que a galera jovem sabem do que estou falando?

By Velufreitas
Texto escrito em 16 de maio de 2012

 
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